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18/06/2012

Mulheres reivindicaram direitos iguais; índios protestaram contra exploração no Rio +20


Foram liberadas as ruas do Centro do Rio que haviam sido interditadas por causa de manifestações de feministas e grupos indígenas no Centro do Rio no início da tarde desta segunda-feira (18).
Por conta da passagem da Marcha das Mulheres, que reuniu pelo menos 5 mil pessoas, pelos cálculos da CET-Rio, foram interditadas as avenidas Almirante Barroso, Rio Branco e Nilo Peçanha e a Rua da Assembleia.
(Para mais informações sobre o trânsito no Rio, você pode acompanhar as câmeras do G1 e consultar a tabela com as condições das principais vias.)

Ainda no Centro, grupos indígenas fizeram protesto contra a demarcação de terras e exploração de territórios e fecharam o trânsito, por volta das 12h30, nas avenidas Chile, Presidente Antônio Carlos, Beira-Mar e Almirante Barroso. Segundo o Centro de Operações, o trânsito no começo da tarde ficou parado em quase todo o Centro.
Os índios, que chegaram a ocupar parte do jardim do prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também dançaram em frente à sede da Petrobras, na Avenida República do Chile.
Mulheres tocaram percussão e tiraram a camisa durante o protesto no Centro do Rio de Janeiro (Foto: Glauco Araújo/G1)
De acordo com Isabel Freitas, uma das organizadoras da Marcha das Mulheres, elas reivindicam a igualdade entre mulheres e homens e a legalização do aborto. "Vamos continuar a nossa marcha pelos direitos da mulher e pela igualdade social. Não podemos aceitar essa discriminação e diferença. Queremos igualdade de salários e cargos. Hoje é um dia especial para nos, num momento em que todos os lideres estão discutindo um futuro melhor para o nosso planeta. E é através disso que vamos passar nossa mensagem", disse.
Com faixas, camisas, bandeiras e carro de som, as mulheres saíram do Sambódromo, no Centro, às 7h30, e seguiram em marcha até o Museu de Arte Moderna (MAM), onde realizaram discursos e realizaram uma batucada.
A manifestação foi encerrada com uma breve apresentação da rapper Refém, que cantou músicas exaltando as iguladades social e religiosa, e o combate à violência contra as mulheres.
No clima da Rio+20, as manifestantes usaram garrafas plásticas, vasilhas e baldes como tambores. Com rostos pintados, as mulheres chamaram a atenção de turistas e publico que visita a Cúpula dos Povos.
Representantes de 31 movimentos de mulheres participam da marcha no Rio de Janeiro. Uma delas é a artesã Fátima Souza, que veio do Maranhão reivindicar os direitos das mulheres negras. Ela disse que enfrentou três horas de viagem até o Rio.
índios participam de manifestação que complicou o trânsito no Centro do Rio (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
"É um marco para nos mulheres. Pedimos o nosso direito se igualdade, mais respeito, principalmente ao povo quilombola, que eu represento. A mulher negra também quer ousei espaço na sociedade. A nossa batalha é grande, difícil, mas não impossível de vencer. A gente quer igualdade social", afirmou Fátima.
Única representante da tribo xeta na marcha e na Cúpula, Belarmina Paraná contou que luta contra o machismo entre seu povo. Segundo ela, a tribo do Sul do Paraná, com apenas 150 famílias no país é considerada extinta.

"É muito difícil acabar com o machismo entre o meu povo. Os homens não aceitam conversar com as mulheres, não aceitam a nossa opinião", disse.
A Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20, onde organizações da sociedade civil discutem temas relacionados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. A organização espera reunir 18 mil pessoas.

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